Poemas de verão #3

Nada restou de ti senão a mancha
Vermelha como o sangue que te dei
Estampada na parede do quarto
Que por tanto tempo confinou nós dois

Preciso de meu espaço
E a nossa convivência
Eu não consigo suportar

Tantas vezes te matei
Mas insistes em voltar
Quando isto irá acabar?

Pernilongo, tu és como o amar:
De ti eu só me livro
Quando há outro em teu lugar.

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