Apologia a nós dois

Baseado nos últimos tempos percebi que, se já não me falha a memória, há muito que estou bolado e que isso é, no mínimo, uma droga. Peço que segure as pontas nesta minha nova tentativa de fazer sua cabeça. Pode ser que não faça efeito, mas eu acho que precisamos dar um dois.

Queria que tudo fosse mais legal entre a gente. Já perdi a conta de tanto enquadro que levei por sua causa, sem nem mesmo entender a raiz desse problema. Não é vício ou dependência, apenas uma ideia plantada quando alguém te disse que eu estava com qualquer Maria ou Joana. Que eu saí de fininho enquanto você segurava essa bomba. Por mais que você não acredite, nesse jogo eu estava sempre livre, só esperando você me passar a bola.

Em muitas vezes me senti tão apertado. Puxado. Preso. E tudo que eu queria era um sinal verde. Poder te ver de novo, vestida em seda, pura como sempre foi. Lembrar da brisa que batia quando estávamos só nós dois.

Pode ser viagem minha, mas você parece convencida de que eu já não te faço bem. Se alguém me oferece a você, você diz que já não gosta. Que parou com isso. Que me usar já não faz mais sentido.

Deixe de tolice, que o que é natural não faz mal. Vem e coloca fogo no que ainda resta, nem que tudo vire apenas fumaça. Tudo fica mais gostoso quando a gente se une. Então vem que a gente viaja. A vida é uma só. Esquece de todos os problemas e me acende. Afinal, você já me enrola faz tempo.

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